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Desdobramento de Terreno: Entenda o Processo em 2026

Desdobramento de Terreno: Entenda o Processo em 2026
Indice

O desdobramento de terreno virou uma das opções mais procuradas por proprietários em 2026, principalmente depois das mudanças na lei urbanística e da digitalização dos processos nas prefeituras. Um dado importante: apenas 6 em cada 10 projetos são aprovados de primeira. Os outros precisam fazer ajustes, o que gera custos extras e pode atrasar tudo em até 3 meses.

Você vai descobrir aqui:

  • Como dividir seu terreno sem erros e retrabalho
  • Lista completa de documentos para 2026
  • Quanto vai custar cada etapa do processo
  • Os 7 erros que fazem a prefeitura reprovar seu projeto
  • Diferença entre desdobramento, desmembramento e loteamento
  • Quando você precisa de um advogado especializado

O Que é Desdobramento de Terreno

Desdobramento é quando você pega um terreno e divide ele em pedaços menores, cada um com seu próprio documento (chamado matrícula) no cartório. A grande vantagem é que você não precisa abrir ruas novas – usa as que já existem.

Depois que o processo termina, cada pedaço vira um lote independente. Você pode vender um e ficar com outro, por exemplo. Ou dividir entre os filhos. Cada lote vai ter sua própria matrícula e pode ser vendido, alugado ou financiado separadamente.

Por que as pessoas fazem isso?

A divisão serve para várias situações. Quando você quer vender só uma parte do terreno. Quando precisa dividir herança entre irmãos. Para separar casas que ficam no mesmo lote. Também ajuda a regularizar ocupações antigas e aumentar o valor do imóvel.

Terrenos divididos costumam valer mais porque são mais fáceis de vender. Lotes menores atraem mais compradores.

Desdobramento, Desmembramento ou Fracionamento

Muita gente confunde esses nomes. Vamos esclarecer de uma vez.

Desdobramento e desmembramento são a mesma coisa. Os dois termos aparecem na Lei 6.766/1979 e significam dividir um terreno sem abrir ruas novas. Alguns municípios preferem usar “desdobro” para áreas urbanas, mas o processo é igual.

Loteamento é diferente. Quando você faz loteamento, precisa abrir ruas, colocar iluminação, rede de água, asfalto. É muito mais caro e demorado. Também precisa doar 35% da área para a prefeitura (para ruas e praças).

Fracionamento é um termo usado em algumas cidades para divisões menores, tipo dividir em 2 ou 3 lotes. Mas não é uma categoria legal oficial.

TipoAbre ruas novasInfraestruturaCusto médioTempo
DesdobramentoNãoUsa a existenteR$ 5 a 18 mil3 a 6 meses
LoteamentoSimPrecisa fazer tudoAcima de R$ 200 mil1 a 3 anos
FracionamentoNãoUsa a existenteR$ 8 a 25 mil4 a 8 meses

Por Que Desdobrar Seu Terreno

Vamos direto ao ponto: desdobramento valoriza seu patrimônio.

Você ganha dinheiro com isso

Lotes separados valem de 15% a 25% mais que o terreno inteiro. Isso acontece porque terrenos menores são mais fáceis de vender. Tem muito mais gente procurando um lote de 250m² do que de 1.000m².

Um exemplo real: seu terreno de 1.000m² vale R$ 400 mil. Se você dividir em 4 lotes de 250m², cada um pode valer R$ 115 mil. Total: R$ 460 mil. Você ganhou R$ 60 mil só por fazer a divisão correta.

Mais facilidade para negociar

Com os lotes separados, você pode vender um e guardar os outros. Ou vender para pessoas diferentes. Cada lote tem seu documento próprio, então funciona como se fossem imóveis completamente diferentes.

Isso também ajuda em financiamento. Bancos aceitam mais facilmente lotes individualizados como garantia.

Menos imposto no final das contas

O IPTU passa a ser cobrado separado para cada lote. Dependendo do zoneamento da sua cidade, isso pode resultar em economia. Lotes menores às vezes pagam menos imposto proporcionalmente.

Você sai da irregularidade

Se o terreno tem alguma situação irregular (como duas casas no mesmo lote), o desdobramento resolve isso. Você elimina risco de multas, embargos e problemas na hora de vender.

Como Fazer o Desdobramento: 7 Passos

Vou te mostrar o caminho completo, do começo ao fim.

Passo 1: Descubra se Pode Dividir

Antes de gastar dinheiro com projeto, vá na prefeitura (Secretaria de Urbanismo ou Planejamento) e pergunte se pode fazer o desdobramento.

Cada cidade tem regras próprias. Você precisa saber qual o tamanho mínimo de lote permitido. Em algumas cidades é 125m², em outras 250m² ou até 360m². A frente do lote (chamada testada) também tem tamanho mínimo, geralmente entre 8 e 12 metros.

Outros pontos que a prefeitura vai verificar: se a área é residencial ou comercial, se tem restrição ambiental, se o prédio é tombado (protegido como patrimônio histórico).

Quanto tempo leva: 5 a 15 dias úteis
Quanto custa: Grátis ou no máximo R$ 200

Passo 2: Junte Todos os Documentos

Organize a papelada do imóvel antes de contratar o engenheiro ou arquiteto.

Você vai precisar de:

  • Matrícula do imóvel (tire no cartório, tem que ser recente, no máximo 90 dias)
  • Certidão de que não tem IPTU atrasado
  • RG, CPF e comprovante de endereço
  • Certidão de casamento atualizada (se for casado)
  • Escritura ou registro do terreno

Se for terreno rural, precisa também:

  • CCIR (cadastro rural) sem dívidas
  • Certidão negativa do ITR (imposto rural)
  • CAR (cadastro ambiental)
  • Documento com o valor fiscal atualizado

Organize tudo em uma pasta. Isso vai acelerar muito o processo.

Passo 3: Contrate um Profissional Técnico

Você precisa de um engenheiro civil, arquiteto ou agrimensor registrado no CREA ou CAU. Não tente fazer sozinho porque a prefeitura não aceita.

O que esse profissional vai fazer:

Ele vai medir seu terreno com equipamentos especiais (levantamento topográfico). Depois faz as plantas mostrando como vai ficar a divisão. Também escreve um memorial descritivo explicando tudo em detalhes técnicos.

No final, ele emite a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) ou RRT. Esse documento mostra que um profissional habilitado é responsável pelo projeto.

Quanto custa: Entre R$ 2.500 e R$ 8.000 (depende do tamanho do terreno e da complexidade)
Quanto tempo leva: 15 a 30 dias

Passo 4: Aprove na Prefeitura

Agora você leva todo o projeto para a Secretaria de Obras ou Urbanismo da sua cidade.

A prefeitura vai analisar se está tudo conforme a lei. Eles verificam se os lotes têm o tamanho mínimo, se tem acesso à rua, se segue o Plano Diretor da cidade. Em alguns casos, um fiscal vai até o terreno para vistoriar.

Se tiver algo errado, eles pedem para ajustar. Você volta para o engenheiro, faz as mudanças e envia de novo. Por isso é tão importante acertar tudo desde o começo.

Quando aprovam, você recebe o alvará de desdobramento. Esse documento autoriza a divisão oficialmente.

Quanto tempo leva: 30 a 90 dias (varia muito de cidade para cidade)
Quanto custa: Taxa entre R$ 300 e R$ 2.000

Dica importante: Em 2026, muitas prefeituras já trabalham com sistema online. Você pode acompanhar o processo pelo computador e recebe avisos no celular. Isso deixa tudo mais rápido.

Passo 5: Registre no Cartório

Com o alvará aprovado na mão, você vai ao Cartório de Registro de Imóveis.

O cartório vai fazer a análise jurídica de tudo. Eles verificam se está tudo certinho com a propriedade, se não tem penhora, se os documentos estão corretos. Depois disso, criam as matrículas novas para cada lote.

Essa é a parte mais importante. Só depois do registro no cartório que os lotes existem oficialmente. Antes disso, você não pode vender nada.

O que você precisa levar:

  • Requerimento de averbação (um formulário que você assina)
  • Memorial descritivo e plantas (com firma reconhecida)
  • Alvará da prefeitura
  • Comprovante de pagamento das taxas

Quanto custa: Entre 1% e 3% do valor do imóvel (cada estado tem uma tabela)
Quanto tempo leva: 15 a 45 dias

Passo 6: Atualize o Cadastro na Prefeitura

Depois do cartório, volte na prefeitura para atualizar o cadastro.

Isso é necessário para a prefeitura gerar os carnês de IPTU separados. Se você não fizer, vai continuar recebendo um carnê só do terreno inteiro, o que atrapalha se você vender um dos lotes.

Leve as matrículas novas e o alvará. O processo é simples e geralmente não custa nada.

Quanto tempo leva: 10 a 30 dias
Quanto custa: Normalmente grátis

Passo 7: Regularize as Ligações

Por último, vá nas empresas de água, luz e gás para separar as ligações.

Se cada lote vai ter uma construção, é melhor ter medidor individual. Assim não tem confusão de conta depois. Esse passo não é obrigatório agora, mas vai facilitar muito no futuro.

Todos os Documentos que Você Vai Precisar

Para não esquecer nada, use esta lista:

DocumentoPara que serveValidade
Matrícula atualizadaProvar que você é dono90 dias
Certidão negativa de IPTUMostrar que não tem imposto atrasado60 dias
Planta topográficaMostrar tamanho e divisõesNão vence
Memorial descritivoDescrever tecnicamente os lotesNão vence
ART ou RRTResponsabilidade do engenheiroConforme projeto
Alvará municipalAutorização da prefeituraVaria
RG, CPFIdentificaçãoConforme validade
Certidão de casamentoComprovar estado civilDeve ser recente

Quanto Vai Custar Tudo

Vamos separar os custos para você se planejar:

Projeto técnico completo: R$ 2.500 a R$ 8.000

Isso inclui a medição do terreno, elaboração das plantas, memorial descritivo e a ART do responsável técnico.

Taxas da prefeitura: R$ 300 a R$ 2.000

Para análise do projeto, emissão do alvará e eventual vistoria no local.

Registro no cartório: 1% a 3% do valor do imóvel

Os emolumentos (taxas do cartório) variam por estado. Um terreno de R$ 300 mil vai pagar entre R$ 3 mil e R$ 9 mil.

Documentação diversa: R$ 200 a R$ 500

Certidões atualizadas, reconhecimento de firma em cartório, cópias autenticadas.

Consultoria jurídica (opcional): R$ 1.500 a R$ 5.000

Vale a pena em casos mais complicados, como heranças ou terrenos com pendências.

Total médio para um terreno urbano: R$ 5.000 a R$ 18.000

Regras Específicas por Tipo de Terreno

Terreno urbano

Precisa respeitar a Lei 6.766/1979 e as regras da sua cidade. Cada lote tem que ter pelo menos o tamanho mínimo (varia entre 125m² e 250m² dependendo do município). A frente do lote também tem tamanho mínimo (entre 8 e 12 metros normalmente).

O terreno precisa ter acesso à rua oficial, não pode ser rua particular. Também precisa ter infraestrutura básica: água, esgoto e energia elétrica.

Terreno rural

Além das exigências urbanas, tem regras extras. Você precisa registrar no INCRA com os novos números de CCIR. Tem que seguir o CAR (cadastro ambiental). A área de preservação e a reserva legal não podem ser mexidas.

O ITR (imposto rural) precisa estar quitado. E existe uma área mínima que varia por município (pode ser 5 mil m², 1 hectare ou mais).

Áreas especiais que precisam de cuidado

Se seu terreno fica em área de proteção ambiental, precisa de licença ambiental antes de começar. Se é tombado como patrimônio histórico, precisa de aprovação do órgão de patrimônio. Se fica dentro de condomínio, precisa da aprovação da assembleia de moradores.

Os 7 Erros Que Fazem Seu Projeto Ser Reprovado

Aprenda com os erros mais comuns para não perder tempo e dinheiro.

Erro 1: Dividir em lotes muito pequenos

Se a lei da sua cidade exige lote mínimo de 200m², você não pode fazer lotes de 150m². Parece óbvio, mas é um dos erros mais comuns. Verifique a tabela de zoneamento antes de definir as divisões.

Erro 2: Usar documentos vencidos

Aquela certidão que você tirou há 4 meses já não vale mais. A maioria tem validade de 60 a 90 dias. Se chegar na prefeitura com papel vencido, seu processo nem começa.

Erro 3: Não estudar a lei local

Cada município tem suas próprias regras. O que vale em São Paulo pode não valer em Guarulhos. O que funciona em Curitiba pode não funcionar em São José dos Pinhais. Sempre consulte a legislação específica da SUA cidade.

Erro 4: Memorial descritivo mal feito

Se o engenheiro não descrever direitinho as medidas, confrontações e coordenadas geográficas, a prefeitura devolve o processo. Por isso é importante contratar um profissional experiente.

Erro 5: Lote sem acesso à rua

Todo lote precisa ter frente para rua pública oficial. Se você dividir e deixar um lote no meio, sem saída própria, vai ser reprovado. A menos que você registre uma servidão de passagem (um corredor de acesso pelo lote da frente).

Erro 6: IPTU atrasado

Se tem IPTU sem pagar, seu processo não anda. A prefeitura barra tudo até você regularizar. Quite todos os débitos antes de protocolar.

Erro 7: Projeto sem responsável técnico

Não existe desdobramento sem engenheiro, arquiteto ou agrimensor registrado. A ART ou RRT é obrigatória. Sem ela, a prefeitura nem aceita receber o processo.

Quando Buscar Orientação Jurídica

Um advogado especializado em direito imobiliário pode orientar sobre situações como estas:

Verificar se existe algum problema na matrícula do seu terreno antes de começar o processo. Descobrir pendências no cadastro da prefeitura que podem travar tudo. Resolver questões de construções antigas que precisam ser regularizadas antes do desdobramento.

Se você tem dúvidas jurídicas sobre o processo ou se a prefeitura criou algum obstáculo, o advogado explica os caminhos legais disponíveis. Em casos de herança com vários herdeiros, ele ajuda a coordenar o processo entre todos os envolvidos.

Quando há embargo ou notificação municipal, você precisa de defesa técnica adequada. Se existem questões ambientais ou urbanísticas específicas, o advogado orienta sobre como adequar seu projeto à legislação.

Para registrar servidão de passagem (quando um lote precisa passar pelo outro para chegar à rua), é necessário assessoria jurídica. Também vale consultar sobre aspectos tributários: ITBI, IPTU e ganho de capital na hora de vender os lotes.

Se você pretende fazer contratos de compra e venda dos lotes depois do desdobramento, um profissional pode preparar documentos seguros para evitar problemas futuros.

Quanto Tempo Demora em Cada Cidade

O prazo varia muito dependendo de onde você mora.

Capitais com sistema digital

São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre já têm processo online. O tempo total fica entre 90 e 120 dias quando tudo corre bem.

Cidades médias do interior

Ainda mesclam processo digital e papel. O prazo sobe para 120 a 180 dias.

Cidades pequenas

A maioria trabalha só com papel. Tudo é mais devagar. Conte com 150 a 240 dias do começo ao fim.

O que influencia o prazo:

A época do ano faz diferença. Final de ano e meses de férias são mais lentos. Se o seu processo precisar de ajustes, adicione 30 a 60 dias para cada ida e volta. A complexidade do terreno também conta (terrenos irregulares demoram mais).

Tecnologia Acelerando o Processo

A boa notícia é que 2026 trouxe avanços importantes.

Prefeituras digitais

Várias cidades implementaram portais onde você faz tudo online. Você pode consultar se o desdobramento é viável sem sair de casa. Protocola a documentação pela internet. Acompanha em tempo real onde o processo está. Recebe avisos automáticos por email ou WhatsApp quando tem novidade.

O pagamento das taxas também ficou mais fácil. Muitas prefeituras aceitam PIX, cartão de crédito e débito online.

Cartórios mais rápidos

Os cartórios também digitalizaram os processos. Agora você pode assinar documentos com certificado digital. Os prazos caíram pela metade em muitos casos. O que antes levava 45 dias, hoje resolve em 20.

Essa modernização está fazendo o Brasil avançar muito na desburocratização.

Seu Terreno Vale Mais Depois do Desdobramento

Vamos falar de números reais.

Quanto aumenta o valor

Lotes individualizados costumam valer de 15% a 25% mais que o terreno inteiro. Isso é uma média nacional baseada em dados do mercado imobiliário.

Se o terreno fica numa localização boa (perto de escola, mercado, transporte), a valorização pode chegar a 40%. Com infraestrutura completa (rua asfaltada, iluminação, saneamento), adicione mais 20% a 35%.

O peso da regularização

Terrenos irregulares sofrem desconto de 15% a 30% no valor. Quando você regulariza fazendo o desdobramento correto, elimina esse desconto. Na prática, é como se o terreno valorizasse.

Exemplo real de valorização

Imagine seu terreno de 1.000m² avaliado em R$ 400 mil (R$ 400 por m²). Você divide em 4 lotes de 250m² cada.

No mercado, lotes individualizados dessa metragem valem R$ 115 mil cada (cerca de R$ 460 por m² devido à valorização por divisão). Multiplicando: 4 lotes x R$ 115 mil = R$ 460 mil.

Você investiu cerca de R$ 10 mil no desdobramento completo. Ganhou R$ 60 mil de valorização. Lucro líquido de R$ 50 mil.

Desdobramento em Situações Diferentes

Cada caso tem suas particularidades.

Quando já existe construção no terreno

Sim, dá para fazer. Mas você precisa garantir que cada construção fique dentro de um lote diferente. E todos os lotes precisam respeitar a área mínima da cidade.

Por exemplo: você tem uma casa na frente e outra nos fundos do mesmo lote. Pode dividir colocando cada casa em seu lote próprio. Assim cada uma fica com matrícula separada.

Terreno de várias pessoas

Se o terreno tem mais de um dono (chamado condomínio), todos precisam concordar com o desdobramento. Não dá para fazer se um dos donos não quiser.

Também não pode contrariar a convenção de condomínio, se houver uma.

Herança de família

O desdobramento é muito usado em heranças. Em vez de deixar todos os irmãos donos do mesmo lote (o que gera confusão), você divide em lotes separados. Cada um fica com o seu.

Isso evita que a família precise vender o terreno inteiro e dividir o dinheiro. Cada herdeiro decide o que fazer com seu lote.

Terrenos com problemas

Se o terreno está irregular (sem registro, com construção sem alvará), você pode regularizar antes do desdobramento. Existe um programa chamado REURB (Regularização Fundiária Urbana) para isso.

Primeiro regulariza, depois desdobra. Muitos municípios oferecem desconto nas taxas para quem adere ao programa de regularização.

Checklist Completo: Não Esqueça Nada

Use esta lista para acompanhar seu processo:

Antes de começar:

☐ Fui na prefeitura consultar se pode desdobrar
☐ Conferi o zoneamento e as restrições da área
☐ Calculei quanto vai custar o processo todo
☐ Defini as divisões respeitando os tamanhos mínimos

Documentação básica:

☐ Tirei matrícula atualizada no cartório
☐ Peguei certidão negativa de IPTU
☐ Separei RG, CPF e comprovante de endereço
☐ Peguei certidão de casamento (se casado)

Projeto técnico:

☐ Contratei engenheiro ou arquiteto registrado
☐ Fizemos o levantamento topográfico
☐ Recebi o memorial descritivo
☐ Tenho as plantas técnicas prontas
☐ Tenho a ART ou RRT emitida

Aprovações necessárias:

☐ Protocolei o pedido na prefeitura
☐ Estou acompanhando o processo online ou presencialmente
☐ Recebi o alvará de aprovação
☐ Registrei no cartório de imóveis
☐ Tenho as novas matrículas em mãos

Finalização:

☐ Atualizei o cadastro na prefeitura
☐ Recebi os novos carnês de IPTU separados
☐ Regularizei ligações de água, luz e gás

Valorizando Seu Patrimônio de Forma Legal

O desdobramento de terreno em 2026 está mais acessível graças à digitalização dos processos municipais. Mesmo assim, continua sendo fundamental seguir todas as etapas legais com atenção.

Planejar bem cada passo, reunir a documentação completa desde o início e contar com profissionais habilitados (engenheiro e, quando necessário, advogado) são fatores que definem se seu projeto será aprovado de primeira ou vai enfrentar problemas.

A regularização evita multas que podem chegar a 20% do valor do imóvel, elimina riscos de embargo e permite que você negocie os lotes com segurança. A valorização média de 15% a 25% torna o investimento compensador.

Se você está pensando em dividir seu terreno, comece pela consulta de viabilidade na prefeitura. Esse primeiro passo não custa nada e já te mostra se vale a pena seguir em frente.

Este artigo fornece informações gerais sobre a legislação brasileira e não constitui orientação jurídica específica. Para decisões importantes envolvendo transações imobiliárias, consulte sempre um advogado especializado em direito imobiliário.

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Assessoria jurídica especializada em direito Imobiliário com foco em compra, venda, regularização e Leilão de imóveis

Perguntas Frequentes Sobre Desdobramento de Terreno

Sim, são nomes diferentes para o mesmo processo. Os dois significam dividir um terreno em lotes menores sem abrir ruas novas. A Lei 6.766/1979 usa os dois termos. Algumas prefeituras preferem chamar de “desdobro” quando é em área urbana, mas juridicamente é tudo igual.

Entre 3 e 6 meses na maioria dos casos. Cidades com sistema digital conseguem fazer em 90 dias. Cidades pequenas podem demorar até 8 meses. Depende da agilidade da prefeitura, da complexidade do terreno e se você precisou fazer ajustes no projeto.

Para terrenos urbanos de tamanho médio, entre R$ 5 mil e R$ 18 mil. Isso inclui o projeto do engenheiro (R$ 2.500 a R$ 8 mil), taxas da prefeitura (R$ 300 a R$ 2 mil), registro no cartório (1% a 3% do valor do imóvel) e documentação (R$ 200 a R$ 500). Terrenos maiores ou com situações complicadas custam mais.

Não. O terreno precisa atender vários requisitos. Área mínima conforme a lei da cidade, tamanho mínimo de frente (testada), estar em zoneamento que permite divisão, ter acesso à rua pública e estar sem dívidas de IPTU. Por isso a consulta prévia na prefeitura é tão importante.

Não é obrigatório por lei, mas é muito recomendado. Um advogado especializado em direito imobiliário evita problemas, principalmente se o terreno tem pendências, se é herança com vários donos ou se a prefeitura está criando dificuldades. O custo de resolver um problema depois é muito maior que prevenir.

Sim, sem problema. A condição é que cada lote resultante tenha o tamanho mínimo exigido e que as construções fiquem bem distribuídas. Por exemplo: casa na frente e casa nos fundos podem ficar em lotes separados. O projeto técnico precisa mostrar isso claramente.

Não necessariamente. O valor total pode até diminuir em alguns casos. O que acontece é que passa a ter um carnê separado para cada lote. A alíquota (porcentagem) depende do zoneamento de cada pedaço. Em alguns casos a conta total fica igual ou menor porque lotes menores pagam proporcionalmente menos.

Não é recomendado de jeito nenhum. Enquanto não sair o registro das matrículas novas no cartório, os lotes não existem oficialmente. Vender antes é arriscado e pode gerar problema jurídico sério. Espere o processo terminar completamente.

Você está cometendo uma irregularidade grave. As multas podem chegar a 20% do valor do imóvel. A prefeitura pode embargar qualquer obra. Se você vender os lotes irregulares, a venda pode ser anulada na justiça. Em casos extremos, construções irregulares podem ser demolidas.

Sim, mas tem regras adicionais. Você precisa fazer novo registro no INCRA com os números de CCIR atualizados para cada lote. Precisa seguir o CAR (cadastro ambiental). O ITR tem que estar quitado. E existe um tamanho mínimo de divisão que varia por município (muitas cidades exigem no mínimo 5 mil m² ou 1 hectare por lote).

Consulte a Lei de Zoneamento ou o Plano Diretor do município. Você encontra essa informação na Secretaria de Urbanismo ou no site da prefeitura. A maioria das cidades tem essa informação disponível online. Se tiver dúvida, vá pessoalmente e pergunte.

Não. O ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) só é cobrado quando há transferência de propriedade. No desdobramento você continua dono de tudo, só está dividindo administrativamente. O ITBI vai ser cobrado depois, quando você vender algum dos lotes.

Normalmente não, porque o banco tem garantia sobre o imóvel inteiro (alienação fiduciária). Você precisaria quitar o financiamento primeiro ou conseguir autorização por escrito do banco. Na prática, é muito difícil o banco autorizar. O mais comum é quitar antes de desdobrar.

Sim. A maioria das prefeituras dá prazo de 12 a 24 meses para você fazer o registro no cartório. Se passar desse prazo sem registrar, o alvará perde a validade. Aí você precisa renovar (às vezes pagando taxa de novo) ou começar o processo do zero.

Depende do tamanho do terreno e das regras da cidade. O limite é que cada lote precisa ter o tamanho mínimo exigido. Por exemplo: se a lei exige 200m² por lote e você tem 1.000m², pode fazer no máximo 5 lotes. Também precisa garantir que todos tenham acesso à rua.

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