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Como Regularizar um Imóvel: Guia Completo 2026

Como Regularizar um Imóvel: Guia Completo 2026
Indice

Como regularizar um imóvel é a dúvida de milhões de brasileiros. Cerca de 50% dos imóveis no Brasil têm algum tipo de irregularidade documental ou de construção. A regularização transforma uma propriedade irregular em um bem totalmente legalizado na prefeitura, cartório e órgãos públicos.

O processo pode custar entre R$ 3 mil e R$ 25 mil e levar de 30 dias a mais de um ano, dependendo do tipo de problema.

O que você vai descobrir neste guia:

  • Os 7 passos para regularizar qualquer imóvel
  • Toda a documentação necessária e onde conseguir
  • Quanto custa cada etapa do processo
  • Diferença entre regularização urbana e rural
  • Prazo real de cada fase
  • Quando procurar um advogado especializado

O Que Significa Regularizar um Imóvel

Regularizar um imóvel é colocar em dia toda a situação legal e os documentos da propriedade. Você garante que tudo está conforme as normas da prefeitura, do estado e da lei federal. A regularização resolve problemas tanto da construção quanto dos papéis, fazendo o imóvel existir de verdade no mundo jurídico.

Existem três tipos principais de irregularidades que afetam imóveis no Brasil. Cada uma tem características próprias e exige soluções diferentes.

Irregularidades documentais acontecem quando há problemas na escritura, a matrícula está desatualizada, falta registro em cartório ou os documentos não batem com a realidade do imóvel. Nessa situação você não consegue vender, doar ou usar o imóvel como garantia no banco.

Irregularidades construtivas aparecem quando a obra foi feita sem aprovação da prefeitura, quando o que foi construído é diferente do projeto aprovado, ou quando falta o habite-se. Imóveis assim podem receber multas, ter as obras embargadas ou até serem demolidos.

Irregularidades fiscais envolvem dívidas de IPTU, ITR para imóveis rurais, taxas municipais atrasadas ou falta de cadastro nos órgãos. Sem resolver essas pendências, nenhum processo de regularização anda.

Motivos Para Regularizar Seu Imóvel em 2026

A regularização protege seu patrimônio e evita prejuízos sérios no futuro. Sem documentação em dia, você fica travado: não vende, não doa, não aluga formalmente, não usa como garantia e ainda cria problemas para seus herdeiros.

Imóveis regularizados valem 20% a 40% mais que os irregulares. Isso acontece porque oferecem segurança total para quem compra. A regularização elimina o risco de alguém contestar a propriedade na justiça e facilita qualquer negócio futuro.

Os custos de regularização sobem todo ano por causa do reajuste de taxas municipais, valores dos cartórios e honorários de profissionais. Deixar para depois pode custar caro: as multas aumentam, os juros sobre dívidas correm e as taxas ficam mais altas.

Bancos e financeiras exigem documentação completa para aprovar empréstimos, refinanciamentos ou aceitar o imóvel como garantia. Com tudo regularizado, você tem acesso a linhas de crédito com juros menores e prazos melhores.

Documentos Necessários Para Regularizar

A lista de documentos varia conforme o tipo de problema, mas alguns papéis são essenciais em praticamente todos os casos de regularização.

Você vai precisar de RG e CPF originais e cópias autenticadas, comprovante de residência atual (no máximo 90 dias), certidão de casamento, união estável ou nascimento se for solteiro, e declaração de imposto de renda dos últimos dois anos quando a prefeitura ou cartório pedirem.

Do imóvel, providencie a matrícula atualizada no Cartório de Registro de Imóveis (esse é o documento mais importante, com todo o histórico da propriedade), a escritura pública ou contrato de compra e venda registrado, os carnês de IPTU dos últimos cinco anos (pagos ou com as dívidas identificadas), a planta do imóvel ou projeto arquitetônico aprovado pela prefeitura, e a certidão negativa de débitos municipais.

Os documentos técnicos incluem o habite-se quando a construção já está pronta, a ART ou RRT (documento de responsabilidade técnica) do profissional que fez a obra, certidão negativa de débitos federais da Receita Federal, laudo técnico atestando que a construção é segura e habitável (quando há irregularidades), e para imóveis rurais o CCIR e o CAR.

Passo a Passo Para Regularizar Seu Imóvel

O processo de regularização segue uma ordem lógica que garante a legalização completa da propriedade. Cada etapa depende da anterior.

Passo 1: Levantamento completo da situação

Junte todos os documentos que você tem e identifique exatamente quais são os problemas do imóvel. Vá ao cartório ver a situação da matrícula, consulte as dívidas na prefeitura e verifique se existem processos judiciais contra o imóvel.

Esse diagnóstico no começo mostra qual caminho seguir e evita surpresas no meio do processo. Muita gente descobre irregularidades que nem imaginava nessa hora.

Passo 2: Quitação de débitos fiscais

Pague todas as dívidas de IPTU, taxas municipais e impostos atrasados antes de dar entrada no processo formal. Sem as certidões negativas de débitos, nenhum cartório ou prefeitura aceita seguir com a regularização.

Alguns municípios têm programas de parcelamento ou dão desconto para quem quita tudo à vista. Vale aproveitar essas oportunidades para economizar.

Passo 3: Alvará de regularização na prefeitura

Vá até a prefeitura com os documentos reunidos e peça o alvará de regularização ou alvará de construção retroativo. A prefeitura vai mandar um técnico fazer vistoria para conferir se a construção atende as normas de segurança, o código de obras e a legislação urbanística.

Esse processo pode exigir mudanças no imóvel ou pagamento de multas por construção irregular. O prazo médio de análise fica entre 30 e 90 dias, dependendo da cidade.

Passo 4: Emissão do habite-se

Depois que a prefeitura aprovar e você fizer as mudanças necessárias, peça a emissão do habite-se (Certificado de Conclusão de Obra). Esse documento certifica que o imóvel pode ser ocupado e está conforme o projeto aprovado.

O habite-se custa entre R$ 200 e R$ 1.000, conforme a cidade e o tamanho do imóvel. Sem ele você não consegue fazer a averbação no cartório.

Passo 5: Escritura pública atualizada

Se o imóvel não tem escritura ou ela está desatualizada, procure um tabelionato de notas para fazer a escritura pública. Esse documento oficializa a propriedade e é obrigatório para o registro em cartório.

A escritura precisa ter descrição completa do imóvel, identificação das partes, como você adquiriu e o valor declarado. Os custos variam conforme o valor do imóvel.

Passo 6: Registro no Cartório de Imóveis

Com todos os documentos organizados, vá ao Cartório de Registro de Imóveis da região onde fica o imóvel. Apresente escritura, habite-se, certidões negativas e os outros documentos que pedirem.

O cartório tem 15 dias para analisar os papéis e, estando tudo certo, mais 30 dias para fazer o registro ou averbação. Nesse momento o imóvel passa a existir legalmente ou tem sua situação atualizada.

Passo 7: Averbação da construção

Peça a averbação da construção na matrícula do imóvel, anexando o habite-se e o projeto aprovado. A averbação atualiza a matrícula incluindo as características da construção, metragem construída e finalidade do imóvel.

As taxas de averbação ficam entre R$ 200 e R$ 800, conforme a tabela do estado. Depois dessa etapa, seu imóvel está completamente regularizado.

Diferenças Entre Regularização Urbana e Rural

Imóveis urbanos e rurais seguem caminhos diferentes na regularização, com órgãos e documentos específicos para cada tipo.

AspectoImóvel UrbanoImóvel Rural
Órgão principalPrefeitura MunicipalINCRA
ImpostoIPTUITR
Documento específicoHabite-seCCIR e CAR
GeorreferenciamentoNão obrigatório (exceto grandes obras)Obrigatório desde 2026
Custo médioR$ 3.000 a R$ 15.000R$ 5.000 a R$ 25.000
Prazo médio2 a 6 meses4 a 12 meses
Licença ambientalApenas grandes construçõesObrigatório (CAR)

Imóveis rurais precisam de georreferenciamento obrigatório, que é o levantamento topográfico preciso dos limites da propriedade com coordenadas certificadas pelo INCRA. Esse serviço é feito por engenheiro agrimensor e custa entre R$ 3.000 e R$ 10.000, dependendo do tamanho da área.

O Cadastro Ambiental Rural é obrigatório e gratuito, feito online no sistema SICAR. Esse cadastro identifica áreas de preservação permanente, reserva legal e uso consolidado dentro da propriedade.

Quanto Custa Regularizar em 2026

Os valores variam bastante conforme o tipo de irregularidade, onde fica o imóvel e quanto ele vale.

Taxas obrigatórias:

  • Taxas da prefeitura para análise de projeto e vistoria: R$ 300 a R$ 2.000
  • Habite-se: R$ 200 a R$ 1.000
  • Taxa de averbação no cartório: R$ 200 a R$ 800
  • Certidões diversas (negativas de débitos, matrícula): R$ 30 a R$ 150 cada
  • Custos de escritura: calculados sobre o valor do imóvel (geralmente 1% a 3%)

Profissionais especializados:

  • Advogado especializado: R$ 2.000 a R$ 8.000
  • Engenheiro ou arquiteto (laudo técnico, projeto): R$ 1.500 a R$ 5.000
  • Despachante imobiliário: R$ 800 a R$ 2.500
  • Georreferenciamento (imóveis rurais): R$ 3.000 a R$ 10.000

Custos extras possíveis:

  • Multas por irregularidades: R$ 500 a R$ 5.000 ou mais
  • Mudanças na construção exigidas pela prefeitura: valor variável
  • Dívidas de IPTU ou ITR atrasados: conforme o histórico
  • ITBI (Imposto de Transmissão) em alguns casos: 2% a 4% do valor do imóvel

Um exemplo prático: um imóvel residencial de R$ 300.000 em São Paulo, com construção irregular mas sem grandes dívidas, teria custos aproximados de R$ 5.800 assim distribuídos: taxas municipais e cartório R$ 1.500, profissional técnico R$ 3.000, certidões R$ 300, despachante R$ 1.000.

A regularização representa investimento de 2% a 10% do valor do imóvel, mas resulta em valorização de 20% a 40%, sendo financeiramente vantajosa.

Tempo Real de Cada Etapa

O prazo total de regularização muda muito conforme a complexidade dos problemas e a velocidade dos órgãos públicos.

O Cartório de Registro de Imóveis tem prazo legal de 30 dias para analisar e registrar documentos: 15 dias para examinar e 15 dias para fazer o registro. Documentos com problemas voltam para correção, e o prazo recomeça depois do novo protocolo.

A análise de projetos e pedidos de alvarás leva entre 30 e 90 dias na maioria das cidades brasileiras. Prefeituras de cidades menores costumam ser mais rápidas, enquanto capitais podem demorar até 120 dias em épocas de muita demanda.

Imóveis com irregularidades simples (só documentação desatualizada, sem dívidas) podem ser regularizados em 30 a 60 dias. Casos complexos com processos judiciais, vários donos ou dívidas grandes levam de 6 meses a mais de um ano.

Contratar profissionais especializados diminui prazos porque evita retrabalho por documentação errada.

Riscos de Manter o Imóvel Irregular

Deixar um imóvel irregular gera riscos jurídicos e financeiros graves que se acumulam com o tempo.

A prefeitura pode embargar imóveis irregulares, impedindo qualquer tipo de obra ou reforma. Em casos extremos de desrespeito a normas urbanísticas ou ambientais, existe risco de demolição forçada.

Não conseguir comprovar a propriedade abre brecha para ações de usucapião movidas por terceiros que ocupem o imóvel. Sem documentação regular você tem dificuldade em defender seus direitos.

A desvalorização no mercado chega a 40% comparado ao valor que o imóvel teria regularizado. Compradores evitam propriedades irregulares ou oferecem valores muito abaixo do mercado pelo risco.

Multas progressivas aumentam com o tempo, especialmente para construções não regularizadas. Alguns municípios aplicam multas diárias que podem superar o valor da própria regularização.

Você fica impossibilitado de vender, doar ou usar como garantia bancária, limitando muito o uso do patrimônio. Processos de inventário ficam mais complexos e caros quando envolvem imóveis irregulares.

Negócios informais aumentam riscos de golpes e fraudes, deixando você vulnerável. A falta de segurança jurídica afasta compradores sérios e atrai oportunistas.

Regularização em São Paulo e Grande São Paulo

A cidade de São Paulo e região metropolitana têm programas específicos de regularização que facilitam o processo.

Imóveis residenciais de baixo e médio padrão construídos até julho de 2014 podem ter regularização automática, sem precisar solicitar. Essa modalidade vale para edificações isentas de IPTU nas categorias R, R1 e R2h.

Propriedades que se enquadraram foram automaticamente regularizadas desde janeiro de 2020, mas você precisa verificar sua situação e pedir a atualização da matrícula no cartório.

Cartórios e prefeituras da região metropolitana têm tabelas de custos próprias, geralmente mais altas que cidades do interior. A vantagem é ter mais profissionais especializados disponíveis e processos digitalizados mais rápidos.

Bairros em regiões de mananciais ou áreas de proteção ambiental precisam de licenciamento específico da CETESB, adicionando etapas ao processo.

Quando Buscar Orientação Jurídica

Um profissional especializado em direito imobiliário pode orientar sobre:

  • Diagnóstico preciso de todas as irregularidades e melhor estratégia de regularização
  • Ações judiciais de usucapião, retificação de área ou adjudicação compulsória quando não há outra alternativa
  • Negociação com credores para quitação de débitos antigos com descontos
  • Representação em prefeituras e cartórios, acelerando processos burocráticos
  • Análise de viabilidade quando há dúvidas se a regularização é possível ou vantajosa
  • Planejamento sucessório integrando a regularização à organização patrimonial familiar

Situações complexas como imóveis com vários proprietários, heranças não inventariadas, ocupações sem documentação ou construções em áreas de risco praticamente exigem assessoria jurídica para evitar prejuízos. O investimento em advocacia especializada costuma reduzir custos totais e prazos ao evitar erros e retrabalho.

Próximos Passos na Regularização

Regularizar seu imóvel em 2026 é investimento que protege patrimônio, aumenta valor de mercado e garante tranquilidade jurídica para você e sua família. Comece reunindo toda a documentação disponível e verificando a situação real do imóvel nos cartórios e na prefeitura.

Custos e multas tendem a aumentar anualmente, e quanto mais tempo passar, mais caro e complexo será o processo. A regularização transforma um problema em patrimônio seguro e valorizado.

Este artigo fornece informações gerais sobre a legislação brasileira e não constitui orientação jurídica específica. Para decisões importantes envolvendo transações imobiliárias, consulte sempre um advogado especializado em direito imobiliário.

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Assessoria jurídica especializada em direito Imobiliário com foco em compra, venda, regularização e Leilão de imóveis

Perguntas Frequentes Sobre Como Regularizar um Imóvel

Para regularizar um imóvel você precisa reunir documentação pessoal e do imóvel, quitar débitos fiscais, conseguir alvará na prefeitura, solicitar habite-se, fazer ou atualizar escritura e registrar tudo no Cartório de Registro de Imóveis. O processo específico varia conforme o tipo de irregularidade.

O custo para regularizar um imóvel em 2026 varia entre R$ 3.000 e R$ 25.000, dependendo do tipo de irregularidade, valor do bem, localização e necessidade de mudanças. Imóveis rurais custam mais devido ao georreferenciamento obrigatório.

O prazo de regularização varia de 30 dias a mais de um ano, conforme a complexidade das pendências. Casos simples com documentação completa levam 2 a 3 meses, enquanto situações complexas com ações judiciais podem passar de 12 meses.

Tecnicamente você pode vender um imóvel irregular, mas o comprador assume todos os riscos e problemas da irregularidade. Imóveis irregulares sofrem desvalorização de até 40% e atraem compradores que buscam pechinchas, dificultando negócios justos.

Não regularizar o imóvel pode resultar em multas progressivas, embargo de obras, impossibilidade de vender ou usar como garantia, desvalorização significativa e até risco de demolição em casos graves. A irregularidade também facilita ações de usucapião por terceiros.

Contratar advogado não é obrigatório para regularizações simples, mas é recomendado em casos complexos com vários proprietários, ações judiciais, grandes débitos ou imóveis sem documentação básica. O advogado especializado reduz riscos, custos e prazos.

Para regularizar construção sem alvará você precisa contratar profissional técnico para elaborar projeto retroativo, solicitar alvará de regularização na prefeitura, fazer mudanças exigidas, obter habite-se e averbar a construção no cartório. Pode haver multas por construção irregular.

A escritura é o documento público feito em cartório de notas que oficializa a compra e venda ou transferência. O registro é o ato realizado no Cartório de Registro de Imóveis que torna a propriedade oponível a terceiros, garantindo segurança jurídica definitiva.

Imóveis herdados frequentemente precisam de regularização, especialmente quando o inventário não foi realizado ou está incompleto. Você precisa fazer inventário judicial ou extrajudicial, obter escritura de partilha e registrar no cartório para transferir legalmente a propriedade aos herdeiros.

Para verificar se seu imóvel está irregular, peça certidão de matrícula atualizada no Cartório de Registro de Imóveis e consulte débitos na prefeitura. Compare a situação real do imóvel com a documentação: se há diferenças de área, construções não averbadas ou débitos, existem irregularidades.

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