Vai Comprar ou Vender um imóvel? Confira o artigo: Compra e Venda de Imóveis no Brasil: Guia Completo do Processo Legal.
Comprar um imóvel em São Paulo exige mais do que apenas o valor da propriedade. Dados atualizados de janeiro de 2026 mostram que os custos com documentação representam entre 3% a 5% do valor total do imóvel. Na prática, se você compra uma casa de R$ 500 mil, precisa ter entre R$ 15 mil e R$ 25 mil adicionais apenas para regularizar a compra.
Muitos brasileiros descobrem esses valores tarde demais, no momento de fechar o negócio. A documentação envolve taxas de cartório, impostos municipais e certidões obrigatórias que mudam conforme a região e o tipo de imóvel.
Você vai entender aqui:
- Todos os custos reais da documentação em 2026
- Valores específicos para São Paulo e Grande São Paulo
- Como calcular exatamente quanto vai gastar
- Formas práticas de economizar até 30% nos custos
- Documentos necessários e prazos de cada etapa
- Situações especiais que alteram os valores
- Quando buscar ajuda jurídica especializada
Valor Total da Documentação em 2026
A documentação completa de um imóvel custa entre 3% a 5% do valor da propriedade no estado de São Paulo. Esse percentual inclui escritura pública, registro em cartório, ITBI e todas as certidões obrigatórias.
Para um apartamento de R$ 400 mil na capital paulista, os custos ficam entre R$ 12 mil e R$ 20 mil. Já um imóvel de R$ 1 milhão pode ter despesas entre R$ 30 mil e R$ 50 mil com toda a documentação.
Os valores variam principalmente por três fatores: localização do imóvel, tipo de transação (à vista ou financiada) e faixa de preço da propriedade. Estados e municípios têm tabelas próprias de taxas de cartório, o que explica diferenças significativas entre regiões.
Principais Custos da Documentação Imobiliária
Entender cada custo ajuda você a se planejar melhor e evitar surpresas. Os valores são fixados por lei e variam conforme o preço do imóvel.
Escritura Pública
A escritura pública é o documento que formaliza legalmente a compra e venda do imóvel. Em São Paulo, o custo fica entre 0,5% a 2% do valor da propriedade, dependendo da faixa de preço.
Valores de referência em São Paulo (2026):
- Imóvel até R$ 200 mil: aproximadamente R$ 2.000 a R$ 2.500
- Imóvel de R$ 400 mil: cerca de R$ 4.000 a R$ 5.000
- Imóvel de R$ 800 mil: em torno de R$ 6.000 a R$ 12.000
- Imóvel acima de R$ 1 milhão: R$ 5.000 a R$ 10.000 (percentual progressivo menor)
A escritura é lavrada em um cartório de notas e deve ser assinada por comprador, vendedor e duas testemunhas. O documento especifica todas as condições da transação e é indispensável para o próximo passo: o registro.
Registro de Imóveis
O registro é o ato que efetivamente transfere a propriedade para o nome do comprador na matrícula do imóvel. Sem ele, você tem apenas a posse, mas não é o proprietário legal.
As taxas de registro no estado de São Paulo custam entre 0,5% a 1,5% do valor do imóvel. Para um apartamento de R$ 500 mil, o registro fica entre R$ 2.500 e R$ 7.500.
O registro é feito no cartório de imóveis da região onde está localizada a propriedade. O prazo para conclusão é de até 30 dias após o protocolo dos documentos.
ITBI (Imposto de Transmissão)
O ITBI é o imposto municipal sobre transmissão de bens imóveis e representa o maior custo da documentação. Em São Paulo capital, a alíquota é de 3% do valor venal ou do valor de compra, o que for maior.
Exemplos práticos de ITBI em São Paulo:
- Imóvel de R$ 300 mil: R$ 9.000 de ITBI
- Imóvel de R$ 500 mil: R$ 15.000 de ITBI
- Imóvel de R$ 800 mil: R$ 24.000 de ITBI
- Imóvel de R$ 1 milhão: R$ 30.000 de ITBI
O ITBI deve ser pago antes do registro. Sem o comprovante de quitação, o cartório não faz a transferência de propriedade. Cada município tem sua própria alíquota, variando de 2% a 4%.
Certidões e Documentos Complementares
As certidões comprovam a regularidade jurídica do imóvel e custam entre R$ 300 a R$ 1.500 no total. Os documentos mais comuns são:
- Certidão de matrícula atualizada: R$ 100 a R$ 200
- Certidões negativas de débitos (federal, estadual, municipal): R$ 150 a R$ 400
- Certidão de ônus reais: R$ 80 a R$ 150
- Certidão de IPTU quitado: gratuita a R$ 50
- Certidão negativa de débitos condominiais: R$ 100 a R$ 300
- Habite-se (imóveis novos): R$ 200 a R$ 500
Essas certidões têm validade de 30 a 90 dias e devem estar atualizadas no momento do registro.
Tabela Completa de Custos Por Valor do Imóvel
| Valor do Imóvel | Escritura (1%) | Registro (1%) | ITBI (3%) | Certidões | Total Estimado |
|---|---|---|---|---|---|
| R$ 200.000 | R$ 2.000 | R$ 2.000 | R$ 6.000 | R$ 500 | R$ 10.500 |
| R$ 300.000 | R$ 3.000 | R$ 3.000 | R$ 9.000 | R$ 600 | R$ 15.600 |
| R$ 400.000 | R$ 4.000 | R$ 4.000 | R$ 12.000 | R$ 700 | R$ 20.700 |
| R$ 500.000 | R$ 5.000 | R$ 5.000 | R$ 15.000 | R$ 800 | R$ 25.800 |
| R$ 600.000 | R$ 6.000 | R$ 6.000 | R$ 18.000 | R$ 900 | R$ 30.900 |
| R$ 800.000 | R$ 8.000 | R$ 8.000 | R$ 24.000 | R$ 1.000 | R$ 41.000 |
| R$ 1.000.000 | R$ 10.000 | R$ 10.000 | R$ 30.000 | R$ 1.200 | R$ 51.200 |
Valores aproximados baseados em tabelas de São Paulo capital. Percentuais podem ser progressivos e decrescentes para imóveis de alto valor.
Variações de Custos em São Paulo e Região
Os custos mudam bastante dependendo do município onde você compra o imóvel. A principal diferença está na alíquota do ITBI, que é definida por cada prefeitura.
Capital Paulista
Na cidade de São Paulo, a UFESP (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo) vale R$ 38,15 em 2026 e serve como base para calcular as taxas de cartório. A tabela de custas é progressiva: imóveis mais baratos pagam percentuais maiores.
Para a capital, o ITBI é fixo em 3% do valor do imóvel ou do valor venal cadastrado na Prefeitura, prevalecendo o maior. As taxas de escritura e registro seguem a tabela estadual, mas o volume de transações permite encontrar cartórios com preços competitivos.
Grande São Paulo (ABCD, Osasco, Guarulhos)
Os municípios da região metropolitana têm autonomia para definir a alíquota do ITBI. Santo André, São Bernardo do Campo e Guarulhos praticam alíquotas entre 2,5% e 3,5%, dependendo do tipo de imóvel.
Osasco e Diadema costumam ter alíquotas mais próximas de 3%, enquanto municípios menores podem chegar a 4%. As taxas de cartório seguem a tabela estadual, mas podem ter pequenas variações administrativas.
Interior de São Paulo
Cidades como Campinas, Ribeirão Preto e São José dos Campos têm alíquotas de ITBI entre 2% e 3%. As taxas de cartório no interior geralmente são 10% a 20% mais baixas que na capital.
Municípios menores podem ter menos opções de cartórios, mas compensam com custos administrativos reduzidos. Consulte a prefeitura local para conhecer a alíquota exata do ITBI antes de fechar negócio.
Quem Paga Cada Custo
Tradicionalmente no Brasil, o comprador arca com todos os custos da documentação. Essa é a prática mais comum e está prevista na maioria dos contratos de compra e venda.
No entanto, não existe uma regra fixa. Os custos podem ser negociados entre comprador e vendedor:
- Escritura: geralmente o comprador paga, mas pode ser dividida
- Registro: sempre responsabilidade do comprador (quem quer a propriedade registrada)
- ITBI: legalmente é do comprador, mas pode ser negociado
- Certidões do vendedor: o vendedor deve arcar com documentos que comprovem a regularidade do imóvel que está vendendo
- Certidões do comprador: documentos pessoais ficam por conta de quem compra
Em transações com construtoras e incorporadoras, é comum que parte dos custos seja incluída no preço final ou no financiamento. Alguns vendedores oferecem pagar o ITBI como estratégia para fechar negócio mais rápido.
Como Calcular Seus Gastos Com Documentação
Saber calcular antecipadamente evita surpresas desagradáveis na hora de fechar o negócio. O cálculo é simples e você mesmo pode fazer.
Passo 1: Descubra o valor exato do imóvel (preço de compra)
Passo 2: Consulte a alíquota do ITBI na prefeitura do município onde está o imóvel
Passo 3: Calcule cada custo:
- ITBI: valor do imóvel × alíquota municipal (geralmente 2% a 3%)
- Escritura: valor do imóvel × 1% (média)
- Registro: valor do imóvel × 1% (média)
- Certidões: reserve R$ 500 a R$ 1.500 (fixo)
Passo 4: Some todos os valores para ter o custo total
Exemplo prático:
Imóvel de R$ 450.000 em São Paulo capital:
- ITBI (3%): R$ 450.000 × 0,03 = R$ 13.500
- Escritura (1%): R$ 450.000 × 0,01 = R$ 4.500
- Registro (1%): R$ 450.000 × 0,01 = R$ 4.500
- Certidões: R$ 800
Total: R$ 23.300 (aproximadamente 5,2% do valor do imóvel)
Para valores acima de R$ 1 milhão, os percentuais de escritura e registro costumam ser progressivamente menores, ficando entre 0,5% e 0,8%.
Passo a Passo Para Documentar Seu Imóvel
O processo completo tem etapas definidas e prazos específicos. Seguir a ordem correta evita problemas e atrasos.
1. Verifique a documentação do vendedor
Antes de qualquer coisa, confirme que o vendedor possui:
- Certidão de matrícula atualizada (menos de 30 dias)
- IPTU quitado dos últimos 5 anos
- Certidões negativas de débitos
- Condomínio em dia (se for apartamento)
2. Escolha o cartório para lavrar a escritura
Em São Paulo, você pode escolher qualquer cartório de notas. Compare preços e escolha um de confiança. Agende a data da escritura com pelo menos 15 dias de antecedência.
3. Reúna seus documentos
Documentos do comprador:
- RG, CPF e comprovante de estado civil
- Comprovante de residência atualizado
- Certidão de casamento (se casado)
- Declaração de Imposto de Renda (últimos 2 anos)
4. Assine a escritura pública
No dia agendado, compareça ao cartório com:
- Vendedor
- Duas testemunhas
- Todos os documentos originais
A escritura será lida em voz alta e assinada por todos. Você pagará as taxas nesse momento.
5. Pague o ITBI
Com a escritura em mãos, dirija-se à Secretaria de Finanças do município. Leve:
- Escritura pública
- Documentos pessoais
- Carnê do IPTU
Você receberá uma guia para pagamento do ITBI. Pague e guarde o comprovante, ele é indispensável.
6. Registre o imóvel no cartório competente
Leve ao cartório de registro de imóveis da região:
- Escritura pública
- Comprovante de pagamento do ITBI
- Certidão de matrícula
- Documentos pessoais
Protocole os documentos e pague as taxas de registro. O prazo para conclusão é de 15 a 30 dias.
7. Receba a matrícula atualizada
Após o registro, o cartório emitirá a certidão atualizada da matrícula com seu nome como proprietário. Esse é o documento que comprova legalmente que o imóvel é seu.
Situações Especiais Que Alteram os Custos
Algumas condições específicas podem aumentar ou diminuir os valores da documentação. Conhecer essas situações ajuda no planejamento financeiro.
Imóvel Financiado
Quando há financiamento bancário, o processo muda:
- O contrato de financiamento substitui a escritura pública
- O banco exige registro de alienação fiduciária (custo adicional de R$ 800 a R$ 1.500)
- Taxas de avaliação bancária: R$ 500 a R$ 2.000
- Seguro habitacional obrigatório: 0,03% a 0,05% ao mês sobre o saldo devedor
Muitos bancos permitem incluir os custos de documentação no valor total financiado, desde que não ultrapasse 5% do montante. Isso dilui o impacto no orçamento, mas aumenta os juros pagos ao longo do tempo.
Imóvel Usado vs Novo
Imóveis novos comprados direto da construtora:
- Incluem o custo do Habite-se: R$ 200 a R$ 800
- Primeira matrícula do imóvel: R$ 300 a R$ 600 adicional
- Registro da incorporação: já feito pela construtora
- Alguns custos podem estar embutidos no preço final
Imóveis usados:
- Exigem mais certidões de regularidade
- Possíveis débitos anteriores devem ser quitados antes
- Tempo de análise documental é maior (30 a 45 dias)
- Custos de atualização cadastral: R$ 150 a R$ 400
Herança e Doação
Transmissões por herança ou doação têm custos diferentes:
- ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) no lugar do ITBI: 4% em São Paulo
- Inventário (no caso de herança): R$ 5.000 a R$ 20.000 dependendo do valor
- Escritura de doação: mesmos valores da compra e venda
- Registro segue a mesma tabela
Para doação entre pais e filhos, o ITCMD de 4% pode tornar a operação mais cara que uma compra e venda regular.
Erros Comuns Que Encarecem a Documentação
Evitar esses erros pode economizar milhares de reais e proteger você de problemas futuros.
Não conferir débitos antes de comprar
IPTU, condomínio e multas ambientais atrasados podem se tornar responsabilidade do novo proprietário. Sempre exija certidões negativas atualizadas antes de fechar negócio.
Declarar valor de compra abaixo do real
Subdeclarar o preço do imóvel para pagar menos ITBI é crime e pode resultar em multas de até 200% do valor sonegado. Além disso, gera problemas futuros na revenda.
Esquecer de incluir os custos no planejamento financeiro
Muitos compradores só pensam na entrada e nas parcelas, esquecendo os 3% a 5% da documentação. Isso pode inviabilizar a compra no último momento.
Deixar a documentação para depois
Adiar o registro deixa você vulnerável: o vendedor pode ter dívidas que recaiam sobre o imóvel, e você não tem segurança jurídica plena.
Escolher cartório apenas pelo preço
Serviços muito baratos podem indicar falta de estrutura ou lentidão no atendimento. Verifique a reputação e o prazo de entrega antes de decidir.
Formas de Economizar na Documentação
Com planejamento e negociação, é possível reduzir significativamente os custos sem comprometer a segurança jurídica.
Negocie a divisão de custos com o vendedor
Proponha que o vendedor arque com parte das despesas, como ITBI ou certidões. Em mercados mais fracos, vendedores aceitam para viabilizar o negócio.
Compare preços de cartórios
Em São Paulo capital, você pode escolher entre diversos cartórios de notas. As diferenças podem chegar a 15% no custo final.
Aproveite programas habitacionais
Programas como Minha Casa Minha Vida e Casa Paulista oferecem descontos de até 50% nas taxas de cartório. Verifique se você se enquadra nos critérios de renda.
Inclua os custos no financiamento
Se você vai financiar, negocie com o banco a inclusão dos custos de documentação no valor total. Isso evita desembolso imediato, mas planeje-se para os juros adicionais.
Faça um mutirão de certidões
Solicite todas as certidões necessárias de uma só vez para economizar em taxas de deslocamento e autenticação. Alguns despachantes oferecem pacotes com desconto.
Acompanhe pessoalmente o processo
Contratar um despachante custa entre R$ 1.500 e R$ 3.000. Se você tiver tempo, fazer o processo sozinho elimina esse custo.
Quando Buscar Orientação Jurídica
Um profissional especializado em direito imobiliário pode orientar sobre:
- Análise prévia da documentação: antes de assinar qualquer contrato, um advogado verifica se há irregularidades na matrícula, débitos ocultos ou problemas de propriedade que podem inviabilizar o negócio
- Negociação de cláusulas contratuais: especialmente em compras de construtoras, um advogado garante que cláusulas abusivas sejam removidas e seus direitos estejam protegidos
- Imóveis com situações complexas: propriedades com usucapião, inventário pendente, múltiplos proprietários ou em área de proteção ambiental exigem análise jurídica especializada
- Redução de custos legalmente: um profissional conhece estratégias tributárias e formas de economizar sem correr riscos jurídicos
- Contestação de cobranças indevidas: se o cartório ou a prefeitura cobrarem valores incorretos, um advogado pode contestar administrativamente ou judicialmente
- Acompanhamento de todo o processo: desde a análise inicial até o registro final, garantindo que cada etapa seja cumprida corretamente e dentro dos prazos legais
Situações que exigem apoio jurídico imediato incluem: imóveis com matrícula desatualizada, propriedades em disputa judicial, transações envolvendo menores ou incapazes, imóveis rurais com necessidade de georreferenciamento, e casos em que o vendedor não possui todos os documentos regulares.
Planeje Seus Custos e Proteja Seu Investimento
Documentar corretamente seu imóvel é tão importante quanto escolher a propriedade certa. Os custos entre 3% e 5% do valor representam investimento em segurança jurídica e tranquilidade futura.
Planeje-se com antecedência incluindo esses valores no seu orçamento total. Consulte as tabelas atualizadas do município onde está comprando e compare opções de cartórios quando possível.
Evite erros comuns como subdeclaração de valor ou adiar o registro. Ambos podem custar muito mais caro que a economia inicial. Se a situação do imóvel for complexa ou você tiver dúvidas sobre algum documento, busque orientação especializada antes de assinar qualquer contrato.
Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui orientação jurídica personalizada. Cada situação possui particularidades que devem ser analisadas individualmente.
Vai Comprar ou Vender um imóvel? Confira o artigo: Compra e Venda de Imóveis no Brasil: Guia Completo do Processo Legal.
Este artigo fornece informações gerais sobre a legislação brasileira e não constitui orientação jurídica específica. Para decisões importantes envolvendo transações imobiliárias, consulte sempre um advogado especializado em direito imobiliário.
NR Advogados Imobiliários
Perguntas Frequentes Sobre Quanto Custa a Documentação de Imóvel
Quanto custa a documentação completa de um imóvel em 2026?
A documentação completa custa entre 3% a 5% do valor do imóvel, incluindo escritura, registro, ITBI e certidões. Para um imóvel de R$ 500 mil em São Paulo, os custos ficam entre R$ 15 mil e R$ 25 mil.
O ITBI pode ser parcelado?
Depende do município. Em São Paulo capital, o ITBI deve ser pago à vista antes do registro. Alguns municípios da Grande São Paulo permitem parcelamento em até 6 vezes, mas com acréscimo de juros. Consulte a Secretaria de Finanças local.
É possível fazer a escritura em outra cidade?
Sim, a escritura pode ser lavrada em qualquer cartório de notas do Brasil. No entanto, o registro deve ser feito obrigatoriamente no cartório de registro de imóveis da região onde está localizado o imóvel.
Quanto tempo leva todo o processo de documentação?
O processo completo leva de 30 a 60 dias em média. A escritura é feita em 1 dia, o pagamento do ITBI pode ser imediato, e o registro leva de 15 a 30 dias úteis após o protocolo no cartório.
Quem paga a documentação quando o imóvel é financiado?
Mesmo com financiamento, o comprador é responsável pelos custos de documentação. Porém, muitos bancos permitem incluir esses valores no financiamento, desde que não ultrapassem 5% do valor total financiado.
O que acontece se eu não registrar o imóvel?
Sem o registro, você não é o proprietário legal, apenas possui a posse. Isso significa que o imóvel ainda pode ser atingido por dívidas do antigo dono, você não pode vendê-lo legalmente, e fica vulnerável a fraudes e disputas judiciais.
Os custos de documentação variam muito entre cidades de São Paulo?
Sim. O ITBI pode variar de 2% a 4% conforme o município. Municípios menores geralmente têm alíquotas mais baixas. As taxas de cartório seguem tabela estadual, mas com pequenas variações administrativas.
Posso economizar declarando valor menor do imóvel?
Não. Subdeclarar o valor de compra é crime de sonegação fiscal e pode resultar em multas de até 200% do valor sonegado, além de problemas futuros na revenda. A Receita Federal cruza dados e identifica inconsistências.
Certidões têm prazo de validade?
Sim. A maioria das certidões vale de 30 a 90 dias. Por isso, devem ser solicitadas próximo à data da escritura e do registro. Certidões vencidas precisam ser renovadas, gerando custo adicional.
Vale a pena contratar um despachante para fazer a documentação?
Depende do seu tempo disponível e da complexidade do caso. Um despachante custa entre R$ 1.500 e R$ 3.000, mas agiliza o processo e evita erros. Para transações simples e compradores com disponibilidade, fazer sozinho economiza esse valor.
